Virada a Nascente/SE, esta jovem Quinta fica situada no vale da Régua na margem direita do rio Douro na Região Demarcada do Douro - Baixo Corgo, captando soberba vista para a cidade e rio Douro. Entre neste ambicioso projecto e partilhe-o connosco (...)
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
CARTA DO MÊS DA REVISTA DE VINHOS DE JULHO 2008

 

Correio do Leitor – Revista de Vinhos
 
Todos os meses a redacção da Revista de Vinhos escolhe, entre a correspondência recebida, uma carta dos leitores como a carta do Mês. Pois bem, António Vicente proprietário desta Quinta no Douro foi o vencedor da edição do mês de Julho de 2008.
 
Carta do Mês (Edição do Mês de Julho)
 
“ SUB-REGIÕES DO DOURO
Sou recentemente viticultor numa pequena quinta (com pouco mais de 4 hectares) na região demarcada do Douro, mais propriamente na sub-região do Baixo Corgo. Pois bem, apesar de ser bisneto, neto e filho de lavradores desta região, ainda há questões que me deixam um pouco confuso, nomeadamente: Poder-se-á obrigatoriamente pensar que as sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior, na sua generalidade, são sub-regiões com melhor perfil para a produção do vinho do Porto e Douro do que a sub-região do Baixo Corgo? Ou seja, produzirão melhores uvas e consequentes vinhos Porto e Douro do que o Baixo Corgo?”
 
António Vicente (Quinta das Parcelas - Douro)
 2 Imagens: Propriedade da Revista de Vinhos
 
Resposta da Revista de Vinhos á carta premiada
 
 
“A divisão das três sub-regiões Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior é antiga, como antigos são também os conceitos qualitativos subjacentes a cada uma delas. Quando a Revista de Vinhos nasceu, em 1989, aquilo que eu ouvia dizer no Douro era o que refere: Baixo Corgo para os Porto correntes e Douro menos encorpados, Cima Corgo para os melhores Porto e Douro, Douro Superior para vinhos muito maduros e encorpados, próprios para lotear com os outros. O tempo ensinou-me que isto não é bem assim.
Em primeiro lugar, a única zonagem com bases científicas na região é a de Moreira da Fonseca. Só que foi feita nos anos 50 e só para Vinho do Porto. De então para cá muita coisa mudou: as vinhas, as castas e, até, o próprio clima.
Actualmente, não faz sentido haver ideias pré-concebidas em relação ao potencial qualitativo global das 3 sub-regiões durienses. Em todas elas existem zonas de grande potencial e zonas de baixo potencial. Há, sem dúvida, perfis diferentes de vinhos, de sub-região para sub-região. Mas há grandes vinhos e vinhos de má qualidade em todas elas. Pode dizer-se que, no Baixo Corgo, são mais raros os Porto Vintage. Mas isso também tem a ver com o facto de as melhores uvas desta sub-região irem para vinho do Douro. Por outro lado, tenhamos em conta que o Baixo Corgo não é só o vale da Régua. Existem muitas zonas de muito boa qualidade nesta sub-região. Alguns verdadeiros ícones durienses estão aqui, casos do Quinta da Gaivosa ou Quinta do Vallado, por exemplo.
Finalmente, com a sucessão de anos muito quentes com que temos deparado (e já nem vale a pena falar no famoso aquecimento global), o Baixo Corgo tem mostrado ser capaz de produzir vinhos extremamente equilibrados, nomeadamente a nível de acidez, um dos parâmetros mais importantes para a enologia moderna.
Em conclusão: Baixo Corgo, Cima Corgo ou Douro Superior, todos têm aspectos positivos e negativos, não se podendo generalizar dizendo que um é necessariamente melhor que outro. Cabe aos produtores tirar o melhor partido das condições de que dispõem para fazer vinhos de qualidade e carácter”
  3 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas 
In Revista de Vinhos (LL) edição nº 224, pág.26
 
O PRÉMIO ATRIBUIDO
 
O autor da carta premiada deste mês que merecidamente alcançou com o seu texto, ganhou uma garrafa de José de Sousa Mayor 2001, vinho Regional Alentejano em caixa individual. A empresa José Maria da Fonseca Vinhos, S.A. que patrocina esta secção do Correio do Leitor da Revista de Vinhos, fez questão de a entregar em sua casa com respectiva ficha técnica.
 1 Imagens: Propriedade de José Maria da Fonseca Vinhos, SA 

 


sinto-me: Bem esclarecido
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publicado por quintadasparcelas às 12:01
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2 comentários:
De Cassiano a 16 de Setembro de 2008 às 20:57
Ótimo assunto que trata de um excelente vinho. Sempre importante analisar e estar por dentro desses temas.
www.vinhosweb.com.br


De quintadasparcelas a 17 de Setembro de 2008 às 15:57
Seja bem vindo,
Sr. Cassiano á Quinta das Parcelas.

Obrigado pelo elogio, volte sempre.

Qtª das Parcelas


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QUINTA das PARCELAS
Esta pequena Quinta tem uma área actual de aproximadamente de 4 hectares divididos em 20% por vinha muito velha com mais de 70 anos, 75% por vinha nova mecanizada e 5% por olival e campos. Nas suas vinhas encontramos castas de excelência do Douro: como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Viosinho e Rabigato, tendo ainda, naturalmente um "Blend" de castas tradicionais na vinha velha

Esta propriedade no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois está na margem Norte do rio Douro. As castas tintas estão plantadas e viradas a Nascente / Sudeste, estando praticamente todo o dia voltada ao sol. As castas brancas estão voltadas a Nascente / Norte e a uma altitude mais elevada de forma a permitir obter maior frescura durante todo o processo de amadurecimento das uvas. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis ao vento. Com uma altitude somente entre 150 mts e 300 mts, esta Quinta possui, deste modo uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C.

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Um vinho fresco para Verão, acompanha muito bem com mariscos, pratos de peixe e carnes brancas.
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PAIXÃO PELO DOURO
O nome Quinta das Parcelas foi dado pelo actual proprietário António Vicente em 2005, por ser constituída por várias parcelas contíguas, que foram doadas de seus pais e outras adquiridas a parentes próximos. Praticamente todas estas Parcelas, entre outras deste local, pertenciam aos seus dois bisavós desde meados do princípio do Século XX, cujo seus nomes Custódio Vicente e Manuel Vicente, que por sinal eram irmãos, faziam já nessa altura admiração, e desde então essas propriedades foram-se transferindo de geração em geração. A Quinta das Parcelas é portanto resultado de uma paixão familiar pela Vinha, Vinho e pelo Douro.
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PROJECTOS A REALIZAR
- Esta Quinta pretende a curto e médio prazo tornar-se toda remodelada e modernizada, continuando a cultivar os melhores vinhedos do Douro. Concluidas a 1ª, 2ª e 3ª fases de reconversão 2005/06, 2008/09 e 201/12 respectivamente, através de projectos VITIS, vamo-nos agora preparar para outros projectos de melhorias.
- Construção de uma nova Casa de Quinta e estruturas de apoio Armazém/Adega com uma arquitectura tipicamente Duriense virada para o vale da cidade do Pêso da Régua e do rio Douro.
- Criação de duas grandes marcas de Vinho DOC Douro. Uma marca já criada, o Milhafre Negro (Tinto e Branco). Foram criadas duas parcerias que oferecem serviços de grande qualidade para a vinificação do DOC Reserva Tinto e DOC Branco Valley
- Adquirir algumas das melhores parcelas vizinhas pertencentes outrora aos seus bisavós, afim de aumentar o volume de produção e património de sua família.
- Continuação na pretensão de incrementação de uma estratégia de Rigor e Qualidade, para Viticultura, Enologia e comercialização.

DIMENSÃO, EXPOSIÇÃO SOLAR E ALTITUDE
Com uma área aproximadamente de vinha de 40.000 m2, estas propriedades no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois estando na margem Norte do rio Douro e viradas a Nascente / Sudeste (SE) estão praticamente todo o dia voltada ao sol. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis a intempérias, com uma altitude somente entre 150 mts e 250 mts, esta Quinta possui, neste momento uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C. Todavia, depois de toda a reestruturação e reconversão da Quinta, deverá melhorar a sua classificação total e situar-se somente na escala da B.

A JOVEM FAMILÍA VICENTE
António Vicente, licenciado em Gestão de Empresas, casado com Catarina Vicente, licenciada em Enfermagem, com dois filhos magnificos, Afonso e Vasco Vicente de 11 e 7 anos de idade, respectivamente. Este jovem casal partilha de igual forma uma filosofia pelo gosto da terra e os animais, querendo educar seus filhos neste binómio natural entre a harmonia animal e o respeito pela natureza.

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DOURO - PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Este titulo da UNESCO, é uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência. Com a eleição do Alto Douro Vinhateiro em 14 de Dezembro de 2001 como sendo, Património Mundial da Humanidade, tornou-se a 13ª zona classificada do país e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria). Teremos que ter orgulho.
CULTURA DA VINHA - VINHO DO PORTO E DOURO

As características climáticas, orográficas e mesológicas existentes na Região do Douro são condicionadoras do aproveitamento económico dos recursos naturais e das actividades aí desenvolvidas. Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na Região Demarcada do Douro que determinou que, fosse necessário criar um critério de escolha e partilha dos mostos produzidos na região. Assim, da totalidade da superfície plantada com vinha, somente 26.000 ha estão autorizados a produzir Vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionados por um critério qualitativo baseado no Método da Pontuação, e classificadas segundo uma escala qualitativa de A a F. Este método tem em consideração parâmetros edafo-climáticos e culturais com importância determinante no potencial qualitativo das parcelas. É a partir do 5º ano de plantação (ou do 4º ano com enxertos prontos) que as vinhas podem ser consideradas para efeito de produção de Vinho do Porto, e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício. A viticultura, actividade principal para a maioria dos agricultores da Região, desenrola-se em condições climatéricas particularmente rudes, em solos pedregosos, sem utilização alternativa. Para a instalação da vinha na região houve que recorrer a técnicas de armação do terreno em socalcos nas zonas de maiores declives. As formas de condução com que a vinha se apresenta são a solução encontrada para ajustar a influência do clima e do solo às necessidades da planta e aos objectivos de produção. A cultura da vinha á extreme na maioria dos casos, coexistindo com amendoeiras e oliveiras na bordadura das parcelas. Classificação dos prédios: Classe / Pontuação:
A >1200
B entre 1001 e 1200 pontos
C entre 801 e 1000 pontos
D entre 601 e 800 pontos
E entre 401 e 600 pontos
F entre 201 e 400 pontos
(Fonte IVDP)
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