Virada a Nascente/SE, esta jovem Quinta fica situada no vale da Régua na margem direita do rio Douro na Região Demarcada do Douro - Baixo Corgo, captando soberba vista para a cidade e rio Douro. Entre neste ambicioso projecto e partilhe-o connosco (...)
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
VINDIMA DE 2008

 

 Execução da vindima
 
As vindimas desta campanha de 2007/08 foram realizadas entre o dia 30 de Setembro e 1 de Outubro. Contrariamente a anos anteriores, esta operação sazonal foi executada por um empreiteiro agrícola, com uma força de trabalho de acerca de 25 pessoas. Naturalmente, a vindima foi executada de forma mais rápida do que o habitual.
 
 
Ano atípico
 
Este ano, foi um ano um pouco atípico com uma diminuição na nossa produção de aproximadamente de 40% do que é habitual, o que nos fez surpresa. Não esqueçamos que já no ano passado houve um decréscimo de produção na ordem dos 25%, são dois anos consecutivos de menos produção principalmente este ano.
Na nossa opinião, esta diminuição da produção de 2008 foi derivada ás más condições meteorológicas na região, visto termos aqui no Douro um mês de Maio com muito frio e com muita chuva para a época, o que provocou consequências desagradáveis na fase da floração, originando bastante desavinho nas uvas em formação, resultando consequentemente em grandes perdas na produção. Todas as castas em geral foram atingidas, mas realçamos mais na nossa exploração a Touriga Nacional e Tinta Roriz.
 
Instabilidade meteorológica
 
Devido a esta instabilidade do estado do tempo em toda a Primavera, a Quinta das Parcelas teve que proteger em todo este período as suas vinhas, utilizando algumas técnicas de tratamento e prevenção (ver artigos anteriores), não ficando totalmente isento de míldio e oídio, sendo contudo o saldo bastante positivo neste aspecto.
 
4 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas  
Menos produção
 
Com o Verão pouco quente e um mês de Setembro com bastante chuva, originou uma maturação anormalmente tardia, que consequentemente atrasou em toda a região as vindimas em vários dias. 
As consequências de todos estes factores, provocaram em toda região e principalmente na Quinta das Parcelas, bastante menos produção e ligeira diminuição na maturação de algumas castas, nomeadamente na Touriga Franca e Tinta barroca, diminuindo assim a média geral de grau alcoólica para os 12,5º graus, apesar de nestas médias estarem contempladas vinhas muito novas que fazem diminuir univocamente o grau alcoólico, devido á idade e ao vigor destas plantas. Ver todas as fotos de vindima, Click aqui.
 
 Excelentes dias de sol. O tempo ajudou a vindima.
 
O bom tempo foi um factor predominante nesta vindima, estiveram uns dias verdadeiramente quentes que pareciam de Verão, sem nuvens e com  temperaturas elevadas para esta época do ano, foi talvez a salvação desta campanha. Como se sabe, vindima sem chuva é fundamental para o sucesso de todo o processo  vitivinícola, quer ao nível da execução do trabalho no campo, quer ao nível da qualidade das próprias uvas, com reflexos imediatos na qualidade do vinho. 
 5 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas 

 Castelinho Vinhos
 
 
 
 
 
 
 
 
As uvas das propriedades da Quinta das Parcelas não foram enviadas como habitualmente para a Adega Caves Vale do Rodo, CRL  onde o actual proprietário ainda é sócio, foram sim vendidas directamente para uma empresa Exportadora de Vinho do Porto – Caves Castelinho. Esta decisão deveu-se sobretudo a factores de preço e prazos médios de recebimento.

 
Comportamento das novas plantas
 
As uvas da mais recente plantação de 2006 contendo as castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, foram em contentores misturados com as uvas de vinhas muito velhas, de forma homogeneizar a sua qualidade, nomeadamente o seu grau alcoólico e densidade. Estas jovens videiras surpreenderam-nos mais uma vez com a sua graduação alcoólica, sendo a Touriga Nacional e Tinta Roriz entre 13,00º e 13,5º, o que é excelente para tão jovens plantas, exceptuando a Touriga Franca com graduações muito modestas de 10,50º (dizem os técnicos que este ano não foi muito bom para esta casta). Ver mais fotos - Touriga Nacional, Click aqui e Tinta Roriz, Click aqui.
 

  
Controlo de qualidade na adega
 
Também aqui nesta Casa Exportadora – Castelinho Vinhos, após entrada das uvas na adega existiam neste local vários processos de verificação de qualidade das uvas, nomeadamente a medição e calculo do teor do grau alcoólico, passando-se assim para outros processos de escolha das melhores uvas para vinificação DOC. Naturalmente, diferentes uvas vão dar origem a diversas tipologias e diferenciados vinhos, mediante a monitorização  de qualidade das uvas descarregadas de diferentes "terroirs " da região.
 
  7 Imagens: Caves Castelinho

 

 


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publicado por quintadasparcelas às 18:21
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QUINTA das PARCELAS
Esta pequena Quinta tem uma área actual de aproximadamente de 4 hectares divididos em 20% por vinha muito velha com mais de 70 anos, 75% por vinha nova mecanizada e 5% por olival e campos. Nas suas vinhas encontramos castas de excelência do Douro: como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Viosinho e Rabigato, tendo ainda, naturalmente um "Blend" de castas tradicionais na vinha velha

Esta propriedade no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois está na margem Norte do rio Douro. As castas tintas estão plantadas e viradas a Nascente / Sudeste, estando praticamente todo o dia voltada ao sol. As castas brancas estão voltadas a Nascente / Norte e a uma altitude mais elevada de forma a permitir obter maior frescura durante todo o processo de amadurecimento das uvas. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis ao vento. Com uma altitude somente entre 150 mts e 300 mts, esta Quinta possui, deste modo uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C.

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Um vinho fresco para Verão, acompanha muito bem com mariscos, pratos de peixe e carnes brancas.
Temperatura aconselhada: 8º a 10ª graus
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PAIXÃO PELO DOURO
O nome Quinta das Parcelas foi dado pelo actual proprietário António Vicente em 2005, por ser constituída por várias parcelas contíguas, que foram doadas de seus pais e outras adquiridas a parentes próximos. Praticamente todas estas Parcelas, entre outras deste local, pertenciam aos seus dois bisavós desde meados do princípio do Século XX, cujo seus nomes Custódio Vicente e Manuel Vicente, que por sinal eram irmãos, faziam já nessa altura admiração, e desde então essas propriedades foram-se transferindo de geração em geração. A Quinta das Parcelas é portanto resultado de uma paixão familiar pela Vinha, Vinho e pelo Douro.
António Vicente | Cria o teu cartão de visita
PROJECTOS A REALIZAR
- Esta Quinta pretende a curto e médio prazo tornar-se toda remodelada e modernizada, continuando a cultivar os melhores vinhedos do Douro. Concluidas a 1ª, 2ª e 3ª fases de reconversão 2005/06, 2008/09 e 201/12 respectivamente, através de projectos VITIS, vamo-nos agora preparar para outros projectos de melhorias.
- Construção de uma nova Casa de Quinta e estruturas de apoio Armazém/Adega com uma arquitectura tipicamente Duriense virada para o vale da cidade do Pêso da Régua e do rio Douro.
- Criação de duas grandes marcas de Vinho DOC Douro. Uma marca já criada, o Milhafre Negro (Tinto e Branco). Foram criadas duas parcerias que oferecem serviços de grande qualidade para a vinificação do DOC Reserva Tinto e DOC Branco Valley
- Adquirir algumas das melhores parcelas vizinhas pertencentes outrora aos seus bisavós, afim de aumentar o volume de produção e património de sua família.
- Continuação na pretensão de incrementação de uma estratégia de Rigor e Qualidade, para Viticultura, Enologia e comercialização.

DIMENSÃO, EXPOSIÇÃO SOLAR E ALTITUDE
Com uma área aproximadamente de vinha de 40.000 m2, estas propriedades no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois estando na margem Norte do rio Douro e viradas a Nascente / Sudeste (SE) estão praticamente todo o dia voltada ao sol. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis a intempérias, com uma altitude somente entre 150 mts e 250 mts, esta Quinta possui, neste momento uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C. Todavia, depois de toda a reestruturação e reconversão da Quinta, deverá melhorar a sua classificação total e situar-se somente na escala da B.

A JOVEM FAMILÍA VICENTE
António Vicente, licenciado em Gestão de Empresas, casado com Catarina Vicente, licenciada em Enfermagem, com dois filhos magnificos, Afonso e Vasco Vicente de 11 e 7 anos de idade, respectivamente. Este jovem casal partilha de igual forma uma filosofia pelo gosto da terra e os animais, querendo educar seus filhos neste binómio natural entre a harmonia animal e o respeito pela natureza.

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DOURO - PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Este titulo da UNESCO, é uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência. Com a eleição do Alto Douro Vinhateiro em 14 de Dezembro de 2001 como sendo, Património Mundial da Humanidade, tornou-se a 13ª zona classificada do país e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria). Teremos que ter orgulho.
CULTURA DA VINHA - VINHO DO PORTO E DOURO

As características climáticas, orográficas e mesológicas existentes na Região do Douro são condicionadoras do aproveitamento económico dos recursos naturais e das actividades aí desenvolvidas. Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na Região Demarcada do Douro que determinou que, fosse necessário criar um critério de escolha e partilha dos mostos produzidos na região. Assim, da totalidade da superfície plantada com vinha, somente 26.000 ha estão autorizados a produzir Vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionados por um critério qualitativo baseado no Método da Pontuação, e classificadas segundo uma escala qualitativa de A a F. Este método tem em consideração parâmetros edafo-climáticos e culturais com importância determinante no potencial qualitativo das parcelas. É a partir do 5º ano de plantação (ou do 4º ano com enxertos prontos) que as vinhas podem ser consideradas para efeito de produção de Vinho do Porto, e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício. A viticultura, actividade principal para a maioria dos agricultores da Região, desenrola-se em condições climatéricas particularmente rudes, em solos pedregosos, sem utilização alternativa. Para a instalação da vinha na região houve que recorrer a técnicas de armação do terreno em socalcos nas zonas de maiores declives. As formas de condução com que a vinha se apresenta são a solução encontrada para ajustar a influência do clima e do solo às necessidades da planta e aos objectivos de produção. A cultura da vinha á extreme na maioria dos casos, coexistindo com amendoeiras e oliveiras na bordadura das parcelas. Classificação dos prédios: Classe / Pontuação:
A >1200
B entre 1001 e 1200 pontos
C entre 801 e 1000 pontos
D entre 601 e 800 pontos
E entre 401 e 600 pontos
F entre 201 e 400 pontos
(Fonte IVDP)
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