Virada a Nascente/SE, esta jovem Quinta fica situada no vale da Régua na margem direita do rio Douro na Região Demarcada do Douro - Baixo Corgo, captando soberba vista para a cidade e rio Douro. Entre neste ambicioso projecto e partilhe-o connosco (...)
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
2ª FASE DE REESTRUTURAÇÃO DA QUINTA – PROJECTO VITIS 2008/09

Concluída esta fase de reestruturação e reconversão de toda a obra por nós proposta (e cumprida) no âmbito do projecto VITIS 2008/09 em cerca de 1,5 ha, aguardamos desde já, nova oportunidade para concurso a novo projecto para uma terceira fase de reestruturação na Quinta das Parcelas. Esta ambição levar-nos-á a pensar, que só temos mais quatro anos (até finais de 2013) para podermos reconverter e reestruturar todas as propriedades da Quinta em vinhas de cultivo de alta qualidade nesta região magnífica do Douro. Ver mais imagens do projecto, Click aqui.             

2 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas


 Arranque da vinha velha e regularização do terreno

 
Neste projecto estiveram envolvidas duas parcelas de diferentes origens, mas contíguas entre si. Uma de vinha velha tradicional e uma outra que já foi vinha á muitos anos com uma parcela de mato. O arranque da parcela de vinha velha foi feita através de uma máquina de grande porte, permitindo deste modo remover todas as raízes do velho plantio. A outra parcela de maior dimensão, já no Verão passado se tinha iniciado a sua desmatação e a demolição dos muros antigos, ficando o terreno deste modo já regularizado, Click aqui.
2 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas

Reconversão de toda a parcela (única) - Abertura de patamares e surriva
 
Esta surriva foi feita também em tempo recorde, tal como o da primeira fase em 2006, estiveram presentes duas máquinas: uma giratória de grande dimensão e uma buldozer de média dimensão. Tendo a buldozer funções de regularização de terreno, construção de estradas e abertura de patamares. Está á vista nas fotos, um declive acentuado, assim como as curvas de nível com várias irregularidades e desníveis do terreno, sendo necessário bastantes conhecimentos e experiências para que pudéssemos executar uma surriba com as condições técnicas de medidas e perfil exigidas. O terreno assim deste modo corrigido, já obedece  ás normas e requisitos impostos pelas entidades reguladoras da Região Demarcada do Douro. Ver video da surriva, Click aqui.
Para esta tarefa de saibramento e elaboração de taludes, nada melhor do que mobilidade da giratória, porque com esta máquina consegue-se obras de efeito preciso e até artístico. Estes tipos de equipamentos produzem em nossa opinião a eficiência necessária para a preparação dos terrenos na plantação das novas plantas (enxertos prontos - castas). Portaria nº. 1144/2008, de 10 Outubro, Click aqui.
4 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas

Construção de muros em pedra e sistemas de drenagem
 
Como as imagens sugerem, construímos vários metros cúbicos de muros em gabião construídos á mão, reutilizando grandes quantidades de pedras provenientes dos trabalhos de surriva. Ficamos assim, com todos os muros existentes na quinta em magnifico estado.
Na abertura das estradas foi  onde se levantaram os maiores problemas, elaboram-se vários planos e matrizes. As linhas de água teriam obrigatoriamente que descer através delas, de forma a permitir o seu escoamento. Chegamos á conclusão, que o melhor seria fazer toda a drenagem na parte interna extreme á estrada, aplicando-se meias canas e manilhas em toda a sua extensão, fazendo-se quebras de fluxos de águas em diversos pontos do novo terreno, através das construção de diversas caixas de retenção de areias. Assim, pensamos que resolvemos esta questão, na qual deverá resolver os problemas de grandes fluxos pluviais. Existe claramente neste projecto uma preocupação na conservação e preservação destes solos que por natureza são de elevado declive e erosão. Ver mais fotos de construção de muros, Click aqui. Ver mais fotos de construção de drenagem, Click aqui.
4 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas

Construção de pontos de água canalizada
 
Estas propriedades agora estão cobertas por um novo sistema de rede de água, que abastece vários pontos ao longo da propriedades, provenientes de uma das duas nascentes da Quinta, sendo desta forma, uma da grande vantagem competitiva, comparativamente a outras Quintas da região.
1 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas

Aplicação de adubo e escarificação
 
Depois da abertura dos patamares e do saibramente propriamente dito, procedemos á correcção do solo, ao nível da correcção da acidez e ao nível nutricional. Nas linhas das videiras aplicamos um adubo com os nutrientes compatíveis com os resultados dos testes feitos anteriormente á terra pela UTAD. Este produto adicionado, contem já 30% de calcário, permitiu-nos assim também neutralizar os níveis de acidez. Após esta aplicação destes elementos químicos, escarificamos toda a linha de cultivo, aproveitando para eliminar alguma pedra de maiores dimensões.

 

Plantação de castas
 
Seguindo uma política de cultivo das melhores castas tintas no Douro, a Quinta das Parcelas plantou nesta segunda fase de reconversão da vinha, 50% de Touriga Nacional e 50% de Tinta Roriz, projectando numa terceira fase a plantação de Tinta Barroca. Ver mais fotos da plantação, Click aqui. Ver video da plantação, Click aqui.
 3 Imagens: Propriedade de Quinta das Parcelas                                    

 


sinto-me: cansado, mas aliviado
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publicado por quintadasparcelas às 23:23
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2 comentários:
De Rui Gomes a 8 de Dezembro de 2009 às 21:03
Belissimo trabalho, continue...


De quintadasparcelas a 7 de Janeiro de 2010 às 18:03
A Quinta das Parcelas agradece.
Obrigado. Participe sempre...

António Vicente


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QUINTA das PARCELAS
Esta pequena Quinta tem uma área actual de aproximadamente de 4 hectares divididos em 20% por vinha muito velha com mais de 70 anos, 75% por vinha nova mecanizada e 5% por olival e campos. Nas suas vinhas encontramos castas de excelência do Douro: como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Viosinho e Rabigato, tendo ainda, naturalmente um "Blend" de castas tradicionais na vinha velha

Esta propriedade no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois está na margem Norte do rio Douro. As castas tintas estão plantadas e viradas a Nascente / Sudeste, estando praticamente todo o dia voltada ao sol. As castas brancas estão voltadas a Nascente / Norte e a uma altitude mais elevada de forma a permitir obter maior frescura durante todo o processo de amadurecimento das uvas. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis ao vento. Com uma altitude somente entre 150 mts e 300 mts, esta Quinta possui, deste modo uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C.

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Um vinho fresco para Verão, acompanha muito bem com mariscos, pratos de peixe e carnes brancas.
Temperatura aconselhada: 8º a 10ª graus
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PAIXÃO PELO DOURO
O nome Quinta das Parcelas foi dado pelo actual proprietário António Vicente em 2005, por ser constituída por várias parcelas contíguas, que foram doadas de seus pais e outras adquiridas a parentes próximos. Praticamente todas estas Parcelas, entre outras deste local, pertenciam aos seus dois bisavós desde meados do princípio do Século XX, cujo seus nomes Custódio Vicente e Manuel Vicente, que por sinal eram irmãos, faziam já nessa altura admiração, e desde então essas propriedades foram-se transferindo de geração em geração. A Quinta das Parcelas é portanto resultado de uma paixão familiar pela Vinha, Vinho e pelo Douro.
António Vicente | Cria o teu cartão de visita
PROJECTOS A REALIZAR
- Esta Quinta pretende a curto e médio prazo tornar-se toda remodelada e modernizada, continuando a cultivar os melhores vinhedos do Douro. Concluidas a 1ª, 2ª e 3ª fases de reconversão 2005/06, 2008/09 e 201/12 respectivamente, através de projectos VITIS, vamo-nos agora preparar para outros projectos de melhorias.
- Construção de uma nova Casa de Quinta e estruturas de apoio Armazém/Adega com uma arquitectura tipicamente Duriense virada para o vale da cidade do Pêso da Régua e do rio Douro.
- Criação de duas grandes marcas de Vinho DOC Douro. Uma marca já criada, o Milhafre Negro (Tinto e Branco). Foram criadas duas parcerias que oferecem serviços de grande qualidade para a vinificação do DOC Reserva Tinto e DOC Branco Valley
- Adquirir algumas das melhores parcelas vizinhas pertencentes outrora aos seus bisavós, afim de aumentar o volume de produção e património de sua família.
- Continuação na pretensão de incrementação de uma estratégia de Rigor e Qualidade, para Viticultura, Enologia e comercialização.

DIMENSÃO, EXPOSIÇÃO SOLAR E ALTITUDE
Com uma área aproximadamente de vinha de 40.000 m2, estas propriedades no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois estando na margem Norte do rio Douro e viradas a Nascente / Sudeste (SE) estão praticamente todo o dia voltada ao sol. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis a intempérias, com uma altitude somente entre 150 mts e 250 mts, esta Quinta possui, neste momento uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C. Todavia, depois de toda a reestruturação e reconversão da Quinta, deverá melhorar a sua classificação total e situar-se somente na escala da B.

A JOVEM FAMILÍA VICENTE
António Vicente, licenciado em Gestão de Empresas, casado com Catarina Vicente, licenciada em Enfermagem, com dois filhos magnificos, Afonso e Vasco Vicente de 11 e 7 anos de idade, respectivamente. Este jovem casal partilha de igual forma uma filosofia pelo gosto da terra e os animais, querendo educar seus filhos neste binómio natural entre a harmonia animal e o respeito pela natureza.

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DOURO - PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Este titulo da UNESCO, é uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência. Com a eleição do Alto Douro Vinhateiro em 14 de Dezembro de 2001 como sendo, Património Mundial da Humanidade, tornou-se a 13ª zona classificada do país e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria). Teremos que ter orgulho.
CULTURA DA VINHA - VINHO DO PORTO E DOURO

As características climáticas, orográficas e mesológicas existentes na Região do Douro são condicionadoras do aproveitamento económico dos recursos naturais e das actividades aí desenvolvidas. Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na Região Demarcada do Douro que determinou que, fosse necessário criar um critério de escolha e partilha dos mostos produzidos na região. Assim, da totalidade da superfície plantada com vinha, somente 26.000 ha estão autorizados a produzir Vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionados por um critério qualitativo baseado no Método da Pontuação, e classificadas segundo uma escala qualitativa de A a F. Este método tem em consideração parâmetros edafo-climáticos e culturais com importância determinante no potencial qualitativo das parcelas. É a partir do 5º ano de plantação (ou do 4º ano com enxertos prontos) que as vinhas podem ser consideradas para efeito de produção de Vinho do Porto, e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício. A viticultura, actividade principal para a maioria dos agricultores da Região, desenrola-se em condições climatéricas particularmente rudes, em solos pedregosos, sem utilização alternativa. Para a instalação da vinha na região houve que recorrer a técnicas de armação do terreno em socalcos nas zonas de maiores declives. As formas de condução com que a vinha se apresenta são a solução encontrada para ajustar a influência do clima e do solo às necessidades da planta e aos objectivos de produção. A cultura da vinha á extreme na maioria dos casos, coexistindo com amendoeiras e oliveiras na bordadura das parcelas. Classificação dos prédios: Classe / Pontuação:
A >1200
B entre 1001 e 1200 pontos
C entre 801 e 1000 pontos
D entre 601 e 800 pontos
E entre 401 e 600 pontos
F entre 201 e 400 pontos
(Fonte IVDP)
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