Virada a Nascente/SE, esta jovem Quinta fica situada no vale da Régua na margem direita do rio Douro na Região Demarcada do Douro - Baixo Corgo, captando soberba vista para a cidade e rio Douro. Entre neste ambicioso projecto e partilhe-o connosco (...)
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
VINDIMA DE 2009

Operação de vindimas

  

A vindima deste ano foi executada nos dias 16, 17 e 18 de Setembro, uma semana antes do habitual. Apesar de termos menos vinha, por causa do projecto de reconversão de 2009, tivemos proporcionalmente mais 10% de produção relativamente ao ano passado. Esta operação sazonal foi novamente executada por um empreiteiro agrícola, com uma força de trabalho de acerca de oito pessoas. Naturalmente a vindima foi executada de forma menos rápida do que o normal. 

Ver todas as imagens de vindima, Click aqui.         1 Imagem: Propriedade Quinta das Parcelas 


O ano que estava a ser excelente. Mas a desidratação comprometeu um pouco as uvas, será um ano “Vintage”?

 

O ano estava a ser magnifico, que pena... A nascença foi razoável, com os meses de Abril e Maio favoráveis a uma óptima colheita. Este ano até foi bom ao nível das condições fitossanitárias das uvas, visto aplicarmos somente dois tratamentos durante todo o ano (para o míldio e o oídio), porque se verificou uma Primavera com poucas variações de temperatura e humidade. Após um mês de Julho fresco e com alguma chuva, criavam-se assim as condições para a hidratação ideais para as plantas, só que não esperávamos um Verão assim...

2 Imagens: Propriedade Quinta das Parcelas


Verão muito, muito quente. Mas sem chuva!

 

Só choveu em Julho e em pouca quantidade, não chovendo mais até á vindima. Como este Verão foi extremamente quente (incluindo as noites) durante todo o mês de Agosto e parte de Setembro originou inevitavelmente grande stress hídrico nas plantas, fazendo inclusive paragens de maturação, principalmente nas castas mais sensíveis ao calor, o que fez que por exemplo a Touriga Nacional não fosse esplêndida este ano.      

1 Imagem: Propriedade Quinta das Parcelas   


Mais graduações… Mas com mais acidez.

 

Como o stress hídrico foi violento, principalmente para as vinhas novas, originou paragens de maturação precoce das uvas, que consequentemente interrompeu (e mesmo parou) o ciclo de maturação de algumas castas, prejudicando a degradação dos ácidos em açucares, elevando a acidez das uvas para valores não muito desejados.

As consequências de todos estes factores provocaram em toda região e principalmente na Quinta das Parcelas grandes graduações alcoólicas. Contudo, houve uma ligeira diminuição expectável na maturação de algumas castas mais sensíveis ao calor, diminuindo assim a potencialidade máxima de algumas casta para este ano.         

2 Imagens: Propriedade Quinta das Parcelas


Comportamento das novas plantas

 

As uvas de vinhas novas da Quinta, contendo Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, foram enviadas para a adega em contentores separados, assim como as uvas de vinhas com mais de cinquenta anos, de forma a separar a sua qualidade, nomeadamente no equilibrio entre o grau alcoólico, acidez e PH. As jovens videiras surpreenderam-nos mais uma vez com a sua graduação alcoólica, tendo a Touriga Nacional e Tinta Roriz entre 13,7º e 13,8º respectivamente, o que é excelente para plantas com cinco anos, exceptuando a Touriga Franca (como é próprio desta casta) com graduações mais modestas de 12,8º. Tendo as vinhas velhas graduações médias nas uvas tintas e brancas aproximadamente de 14º e 13º graus, respectivamente.  

2 Imagens: Propriedade Quinta das Parcelas                         


Mesmo com ameaças de trovoadas, a chuva não chegou na vindima.

 

O tempo quente foi um factor predominante neste período de vindima, estiveram uns dias secos e com temperaturas elevadas  para esta época do ano. A vindima sem chuva é fundamental para o sucesso de todo o processo  vitivinícola, quer ao nível da execução do trabalho no campo, quer ao nível da qualidade das próprias uvas, com reflexos imediatos na qualidade do vinho. Mas no entanto, as chuvas seriam preciosas se tivessem ocorrido duas ou três semanas antes da vindima.

1 Imagem: Propriedade Quinta das Parcelas


Castelinho Vinhos

As uvas da Quinta das Parcelas foram pelo segundo ano consecutivo vendidas para a empresa Exportadora de Vinho do Porto – Castelinho Vinhos,S.A. Esta decisão consolidou-se, pela simples razão de esta empresa cumprir na integra com os compromissos assumidos com os produtores, no que diz respeito aos pagamentos integrais das uvas do Porto e DOC e nos prazos estabelecidos pelas as partes.                 4 Imagens: Propriedade de Castelinho Vinhos 

Controle de qualidade

Nesta Casa Exportadora fizeram-se algumas análises prévias antes de vindima, através de recolha de amostras representativas, como a medição do grau de álcool provável, PH e a acidez total.

Após entrada das uvas na adega existiam neste local alguns processos de verificação de qualidade das uvas, nomeadamente a verificação visual do estado fitossanitário das uvas, a medição do teor do grau alcoólico e peso, passando-se assim para outros processos internos de escolha das melhores uvas para vinificação DOC e/ou Porto.


  


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publicado por quintadasparcelas às 16:20
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QUINTA das PARCELAS
Esta pequena Quinta tem uma área actual de aproximadamente de 4 hectares divididos em 20% por vinha muito velha com mais de 70 anos, 75% por vinha nova mecanizada e 5% por olival e campos. Nas suas vinhas encontramos castas de excelência do Douro: como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Viosinho e Rabigato, tendo ainda, naturalmente um "Blend" de castas tradicionais na vinha velha

Esta propriedade no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois está na margem Norte do rio Douro. As castas tintas estão plantadas e viradas a Nascente / Sudeste, estando praticamente todo o dia voltada ao sol. As castas brancas estão voltadas a Nascente / Norte e a uma altitude mais elevada de forma a permitir obter maior frescura durante todo o processo de amadurecimento das uvas. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis ao vento. Com uma altitude somente entre 150 mts e 300 mts, esta Quinta possui, deste modo uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C.

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PAIXÃO PELO DOURO
O nome Quinta das Parcelas foi dado pelo actual proprietário António Vicente em 2005, por ser constituída por várias parcelas contíguas, que foram doadas de seus pais e outras adquiridas a parentes próximos. Praticamente todas estas Parcelas, entre outras deste local, pertenciam aos seus dois bisavós desde meados do princípio do Século XX, cujo seus nomes Custódio Vicente e Manuel Vicente, que por sinal eram irmãos, faziam já nessa altura admiração, e desde então essas propriedades foram-se transferindo de geração em geração. A Quinta das Parcelas é portanto resultado de uma paixão familiar pela Vinha, Vinho e pelo Douro.
António Vicente | Cria o teu cartão de visita
PROJECTOS A REALIZAR
- Esta Quinta pretende a curto e médio prazo tornar-se toda remodelada e modernizada, continuando a cultivar os melhores vinhedos do Douro. Concluidas a 1ª, 2ª e 3ª fases de reconversão 2005/06, 2008/09 e 201/12 respectivamente, através de projectos VITIS, vamo-nos agora preparar para outros projectos de melhorias.
- Construção de uma nova Casa de Quinta e estruturas de apoio Armazém/Adega com uma arquitectura tipicamente Duriense virada para o vale da cidade do Pêso da Régua e do rio Douro.
- Criação de duas grandes marcas de Vinho DOC Douro. Uma marca já criada, o Milhafre Negro (Tinto e Branco). Foram criadas duas parcerias que oferecem serviços de grande qualidade para a vinificação do DOC Reserva Tinto e DOC Branco Valley
- Adquirir algumas das melhores parcelas vizinhas pertencentes outrora aos seus bisavós, afim de aumentar o volume de produção e património de sua família.
- Continuação na pretensão de incrementação de uma estratégia de Rigor e Qualidade, para Viticultura, Enologia e comercialização.

DIMENSÃO, EXPOSIÇÃO SOLAR E ALTITUDE
Com uma área aproximadamente de vinha de 40.000 m2, estas propriedades no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois estando na margem Norte do rio Douro e viradas a Nascente / Sudeste (SE) estão praticamente todo o dia voltada ao sol. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis a intempérias, com uma altitude somente entre 150 mts e 250 mts, esta Quinta possui, neste momento uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C. Todavia, depois de toda a reestruturação e reconversão da Quinta, deverá melhorar a sua classificação total e situar-se somente na escala da B.

A JOVEM FAMILÍA VICENTE
António Vicente, licenciado em Gestão de Empresas, casado com Catarina Vicente, licenciada em Enfermagem, com dois filhos magnificos, Afonso e Vasco Vicente de 11 e 7 anos de idade, respectivamente. Este jovem casal partilha de igual forma uma filosofia pelo gosto da terra e os animais, querendo educar seus filhos neste binómio natural entre a harmonia animal e o respeito pela natureza.

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DOURO - PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Este titulo da UNESCO, é uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência. Com a eleição do Alto Douro Vinhateiro em 14 de Dezembro de 2001 como sendo, Património Mundial da Humanidade, tornou-se a 13ª zona classificada do país e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria). Teremos que ter orgulho.
CULTURA DA VINHA - VINHO DO PORTO E DOURO

As características climáticas, orográficas e mesológicas existentes na Região do Douro são condicionadoras do aproveitamento económico dos recursos naturais e das actividades aí desenvolvidas. Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na Região Demarcada do Douro que determinou que, fosse necessário criar um critério de escolha e partilha dos mostos produzidos na região. Assim, da totalidade da superfície plantada com vinha, somente 26.000 ha estão autorizados a produzir Vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionados por um critério qualitativo baseado no Método da Pontuação, e classificadas segundo uma escala qualitativa de A a F. Este método tem em consideração parâmetros edafo-climáticos e culturais com importância determinante no potencial qualitativo das parcelas. É a partir do 5º ano de plantação (ou do 4º ano com enxertos prontos) que as vinhas podem ser consideradas para efeito de produção de Vinho do Porto, e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício. A viticultura, actividade principal para a maioria dos agricultores da Região, desenrola-se em condições climatéricas particularmente rudes, em solos pedregosos, sem utilização alternativa. Para a instalação da vinha na região houve que recorrer a técnicas de armação do terreno em socalcos nas zonas de maiores declives. As formas de condução com que a vinha se apresenta são a solução encontrada para ajustar a influência do clima e do solo às necessidades da planta e aos objectivos de produção. A cultura da vinha á extreme na maioria dos casos, coexistindo com amendoeiras e oliveiras na bordadura das parcelas. Classificação dos prédios: Classe / Pontuação:
A >1200
B entre 1001 e 1200 pontos
C entre 801 e 1000 pontos
D entre 601 e 800 pontos
E entre 401 e 600 pontos
F entre 201 e 400 pontos
(Fonte IVDP)
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