Virada a Nascente/SE, esta jovem Quinta fica situada no vale da Régua na margem direita do rio Douro na Região Demarcada do Douro - Baixo Corgo, captando soberba vista para a cidade e rio Douro. Entre neste ambicioso projecto e partilhe-o connosco (...)

Sábado, 12 de Maio de 2007
VEGETAÇÃO PRIMAVERIL 2007 - VINHA NOVA

Vinha nova - um ano de idade

Estamos em plena estação da Primavera, em meados do mês de Maio, com as novas plantas a ter um percurso vegetativo excelente, com lançamentos em alguns casos de mais de um metro de comprimento. Deva-se dizer, que este crescimento vegetativo é mais evidente na casta Touriga Franca, talvez pelo facto, de se situar a uma altitude mais baixa e com melhor penetração solar.

 Touriga Nacional

Relativamente ao desenvolvimento das novas plantas  Touriga Nacional, estas apresentam um crescimento também fora do vulgar, com lançamentos longos e forte vigor vegetativo, não esqueçamos que estas plantas têm pouco mais de um ano de idade desde que foram plantadas (enxertos prontos).

 
 

 

Estas novas videiras estão num estado fenológico de escala: cachos separados / flores separadas, segundo a escala de Baggiolini .

  

 Jovens videiras carregadas de uvas

Para nosso espanto, estas novas plantações vêm carregadas de uvas, trazendo por videira uma média de 5 a 6 cachos o que é uma enorme carga de produção para tão jovem planta.

Existem, em casos extremes, videiras com 9 cachos de dimensão, e perfeitamente uniformes comparativamente com videiras adultas.

No futuro próximo iremos remover esses excesso de uvas, com o objectivo claro de não esgotar a planta nesta fase ainda primária.  

Na fase de maturação, será decidido o seu total aproveitamento , ou não.

 

 


   

 

 

 

Armação das novas videiras 

Embardamento:

Por meados do mês de Março deste ano de 2007, fez-se o resto da armação (embardamento) das novas videiras, com a aplicação de 4 arames (Carmo 2,0 mm) paralelos em altura. Aplicaram-se estes arames num novo sistema da autoria do seu proprietário, intercalados internamente / externamente relativamente aos postes (Paus Carmo/Tosco 5,00 / 7,50) com medidas em altura entre arames de 65X25(+20)X15(+20)X25. Utilizaram-se esticadores (Griplles médios) no 1º e 4º arame de forma a garantir a armação  esticada e sustentada, ficando os restantes 2 arames do meio amoviveis em altura. Para isso, utilizaram-se acessórios pregados nos postes (Grampos Fenox) para se poder movimentar e alternar em altura os respectivos arames mediante o crescimento vegetativo das novas plantas.

 

 


  Praga na vinha nova: Casaca de Ferro - Tinta Roriz (Aragonês)

       

Estas novas plantações da Quinta, também foram vitimas do ataque de um bicho, chamado casaca de ferro (cabeça de porco), nos meados meses de Fevereiro e Março deste ano de 2007.

 

Esta praga actua ainda quando não existe nenhuma vegetação, incidindo sobre os Gomos de Algodão, destruindo-os irremediavelmente.

 

Esta praga actua principalmente durante a noite em zonas perfeitamente delineadas pela praga.

 

 

Contudo, as plantas têm uma forte  resistência a este tipo de ataque germinando novas rebentações, mas com muito menor vigor vegetativo e sem uvas.

 

Esperemos no entanto, que a planta recupere durante o longo processo de crescimento vegetativo.

 

A principal casta vitima desta praga na Quinta das Parcelas foi sobretudo a Tinta Roriz , conforme estas 2 imagens.

 

As plantas que sofreram estas decapitação vegetativa primária, atrasaram assim um ano no decurso do seu desenvolvimento.

 

7 Imagens (Quinta das parcelas): Propriedade de António Vicente

 


 


sinto-me: Com estas plantas
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publicado por quintadasparcelas às 16:07
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Esta pequena Quinta tem uma área actual de aproximadamente de 4 hectares divididos em 20% por vinha muito velha com mais de 70 anos, 75% por vinha nova mecanizada e 5% por olival e campos. Nas suas vinhas encontramos castas de excelência do Douro: como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Viosinho e Rabigato, tendo ainda, naturalmente um "Blend" de castas tradicionais na vinha velha

Esta propriedade no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois está na margem Norte do rio Douro. As castas tintas estão plantadas e viradas a Nascente / Sudeste, estando praticamente todo o dia voltada ao sol. As castas brancas estão voltadas a Nascente / Norte e a uma altitude mais elevada de forma a permitir obter maior frescura durante todo o processo de amadurecimento das uvas. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis ao vento. Com uma altitude somente entre 150 mts e 300 mts, esta Quinta possui, deste modo uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C.

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PAIXÃO PELO DOURO
O nome Quinta das Parcelas foi dado pelo actual proprietário António Vicente em 2005, por ser constituída por várias parcelas contíguas, que foram doadas de seus pais e outras adquiridas a parentes próximos. Praticamente todas estas Parcelas, entre outras deste local, pertenciam aos seus dois bisavós desde meados do princípio do Século XX, cujo seus nomes Custódio Vicente e Manuel Vicente, que por sinal eram irmãos, faziam já nessa altura admiração, e desde então essas propriedades foram-se transferindo de geração em geração. A Quinta das Parcelas é portanto resultado de uma paixão familiar pela Vinha, Vinho e pelo Douro.
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PROJECTOS A REALIZAR
- Esta Quinta pretende a curto e médio prazo tornar-se toda remodelada e modernizada, continuando a cultivar os melhores vinhedos do Douro. Concluidas a 1ª, 2ª e 3ª fases de reconversão 2005/06, 2008/09 e 201/12 respectivamente, através de projectos VITIS, vamo-nos agora preparar para outros projectos de melhorias.
- Construção de uma nova Casa de Quinta e estruturas de apoio Armazém/Adega com uma arquitectura tipicamente Duriense virada para o vale da cidade do Pêso da Régua e do rio Douro.
- Criação de duas grandes marcas de Vinho DOC Douro. Uma marca já criada, o Milhafre Negro (Tinto e Branco). Foram criadas duas parcerias que oferecem serviços de grande qualidade para a vinificação do DOC Reserva Tinto e DOC Branco Valley
- Adquirir algumas das melhores parcelas vizinhas pertencentes outrora aos seus bisavós, afim de aumentar o volume de produção e património de sua família.
- Continuação na pretensão de incrementação de uma estratégia de Rigor e Qualidade, para Viticultura, Enologia e comercialização.

DIMENSÃO, EXPOSIÇÃO SOLAR E ALTITUDE
Com uma área aproximadamente de vinha de 40.000 m2, estas propriedades no seu conjunto têm uma óptima exposição solar, pois estando na margem Norte do rio Douro e viradas a Nascente / Sudeste (SE) estão praticamente todo o dia voltada ao sol. As suas parcelas são bastante abrigadas e pouco vulneráveis a intempérias, com uma altitude somente entre 150 mts e 250 mts, esta Quinta possui, neste momento uma excelente pontuação média na sua Ficha Cadastral na Casa do Douro e IVDP, situada nas excelentes escalas das Letras B/C. Todavia, depois de toda a reestruturação e reconversão da Quinta, deverá melhorar a sua classificação total e situar-se somente na escala da B.

A JOVEM FAMILÍA VICENTE
António Vicente, licenciado em Gestão de Empresas, casado com Catarina Vicente, licenciada em Enfermagem, com dois filhos magnificos, Afonso e Vasco Vicente de 11 e 7 anos de idade, respectivamente. Este jovem casal partilha de igual forma uma filosofia pelo gosto da terra e os animais, querendo educar seus filhos neste binómio natural entre a harmonia animal e o respeito pela natureza.

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DOURO - PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Este titulo da UNESCO, é uma homenagem à obra combinada do Homem e da Natureza, que vem a ilustrar o valor universal do papel activo de uma cultura e uma paisagem de excelência. Com a eleição do Alto Douro Vinhateiro em 14 de Dezembro de 2001 como sendo, Património Mundial da Humanidade, tornou-se a 13ª zona classificada do país e o 5º elemento do grupo vitivinícola, juntando-se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion (França), Cinque Terre (Itália) e Wachau (Áustria). Teremos que ter orgulho.
CULTURA DA VINHA - VINHO DO PORTO E DOURO

As características climáticas, orográficas e mesológicas existentes na Região do Douro são condicionadoras do aproveitamento económico dos recursos naturais e das actividades aí desenvolvidas. Foi a coexistência de vários vinhos de qualidade na Região Demarcada do Douro que determinou que, fosse necessário criar um critério de escolha e partilha dos mostos produzidos na região. Assim, da totalidade da superfície plantada com vinha, somente 26.000 ha estão autorizados a produzir Vinho do Porto. As vinhas aptas a produzir são seleccionados por um critério qualitativo baseado no Método da Pontuação, e classificadas segundo uma escala qualitativa de A a F. Este método tem em consideração parâmetros edafo-climáticos e culturais com importância determinante no potencial qualitativo das parcelas. É a partir do 5º ano de plantação (ou do 4º ano com enxertos prontos) que as vinhas podem ser consideradas para efeito de produção de Vinho do Porto, e, de acordo com os elementos cadastrais, cada parcela de vinha tem direito a um determinado coeficiente de benefício. A viticultura, actividade principal para a maioria dos agricultores da Região, desenrola-se em condições climatéricas particularmente rudes, em solos pedregosos, sem utilização alternativa. Para a instalação da vinha na região houve que recorrer a técnicas de armação do terreno em socalcos nas zonas de maiores declives. As formas de condução com que a vinha se apresenta são a solução encontrada para ajustar a influência do clima e do solo às necessidades da planta e aos objectivos de produção. A cultura da vinha á extreme na maioria dos casos, coexistindo com amendoeiras e oliveiras na bordadura das parcelas. Classificação dos prédios: Classe / Pontuação:
A >1200
B entre 1001 e 1200 pontos
C entre 801 e 1000 pontos
D entre 601 e 800 pontos
E entre 401 e 600 pontos
F entre 201 e 400 pontos
(Fonte IVDP)
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